quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Se tu soubesse...


Talvez você não saiba o quanto me faz sofrer, talvez você nem queira isso... “faz sem querer”, sem a intenção de machucar. Morde, assopra... Fere e tenta se redimir com um sorriso.
Não sei, tem dor que nem analgésicos, chás, massagens, nem mesmo o teu sorriso cura. Reflete moço, reflete antes de dizer.
Não sabes (ou talvez tu saiba e eu estou sendo injusta), o que é imaginar-te MEU 24 horas, ah, se você soubesse que todos os planos são por ti, são pra ti, se soubesses que as minhas palavras mais belas e bem pensadas são pra te agradar.
Tu por acaso achas que brinco quando digo que te amo? Eu me escondo moço, eu me escondo em outros casos, e se isso te parecer um absurdo, descanse moço, é mais fácil curar a ferida quando eu mesma fiz.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

PEACOCK


Que lindo pavão!
Acreditaria se eu dissesse que aquela foi a primeira vez que eu vi um pavão? Não me pergunte qual era a atração dos meus domingos de dez anos de idade. Lembro-me das aulas de canto tidas numa pequena igreja local, lembro de ter que assistir a partidas de futebol com o meu pai e irmão, eu lembro de uma vez ou outra acompanhar a minha mãe às suas aulas de crochê, lembro-me também da casa de duas primas legais que os meus pais costumavam me levar.  Ah! Eu gostava daquelas meninas, observava um mundo tão delas e aceitava ainda confusa que eu não pertencia a ele, era lindo vê-las construir roupas de bonecas, atribuir vozes e movimentos a elas. Era lindo, mas não era meu, se era pra dar asas à imaginação, eu preferia... Ter o controle da TV em mãos e, fingir ser aquele o meu microfone, da imagem refletida no espelho a minha plateia, e cantava... Cantava.
É verdade, eu não me lembro de um zoológico, de me lambuzar com um algodão doce, não me lembro de um pavão. Não quero dizer que a minha infância foi ruim, não foi... Mas, um pavão, com todas aquelas penas coloridas se abrindo, mudaria pra sempre a minha vida. (sem exageros)
Que lindo pavão! Que show de exibicionismo! Ele parecia abrir-se para mim, assim, de propósito, como um artista que pede aplausos e aclamações por seu talento. Você aprendeu a escrever, aprendeu a desenhar, aquele aprendeu a dançar... O meu pavão, bem... Gritos irreverentes por ele ser APENAS lindo.
 – Lá vem ela... Agora. Que comece o show... “Ele pensou
EXTASIADA! PERPLEXA! ADMIRADA!
Cheguei a me importar com os demais que também o admiravam, aquele era o meu pavão, o show era para mim. Adultos, jovens... Todos os olhares fixados nele, senti ciúmes, e havia crianças... Ah! As crianças... Era como o delas o meu olhar. QUE FANTÁSTICO!
Assim como eu, aquele monte de menino ao chegar em suas casa lembrou do pavão, falou dele pra alguém, talvez não tenham escrito sobre ele, mas o desenhou na aula de artes, posso imaginar o meu pavão em dezenas de papeis... Colorido, aberto e até com um sorriso... Se exibindo. O modelo dos desenhistas, a inspiração de um escritor.
Que lindo pavão! O meu pavão... Com olhos de criança eu o percebi, com olhos de criança o admirei... Como uma criança.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

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Tenho pensado em como seria se eu me permitisse desistir, penso mais ainda em como teria sido a minha vida desde o início se eu acreditasse como acredito agora.
De repente passo a me questionar: A felicidade. Ela pode ser antecipada, ou até mesmo esta tem momento certo para acontecer? Ouvi dizer que TODAS as coisas tem um tempo determinado abaixo dos céus, ouvi isso mais de uma vez e nunca pensei sobre. Sinto o peso de poder ter sido feliz anos atrás cair sobre mim, me atinge como uma chuva forte e impiedosa atinge de surpresa a atmosfera. Me sinto assim... Despreparada, sem proteção e sem respostas.
Depois de muito pensar resolvi dizer: É relativo! É apenas uma forma de admitir: Eu não sei, eu realmente não sei!
Estou iniciando? Reiniciando? Vivo de perguntas. Mas me arrisco a palpitar. Estou iniciando! Removendo as más lembranças, o tempo perdido, os flagelos, parando aos poucos de me arrepender e aceitando que há coisas em que não se pode mudar, há pessoas que o meu amor não mais alcançará, há oportunidades que não passarão tão perto de mim como antes. “Mas eu tenho boas novas”. O tempo é este. Que o meu amor alcance algo novo, que novas oportunidades me encontrem. Que eu viva... Que eu viva!

domingo, 14 de outubro de 2012

Como um jogo, como um sonho...






Adoro escrever sobre sonhos, os distantes de serem alcançados são ainda mais interessantes, aqueles que levam de nós os pudores, as censuras, que nos livra do metodismo, aqueles cuja razão desaparece, estes que nos parece absurdo apenas em tê-lo como sonho. Gosto dos mais complexos, ao conquistá-los temos aquela sensação de “puts, eu sou cara”.

Entendo a vida como um desses joguinhos eletrônicos, estes que eu não tenho intimidade alguma, intimidade me falta em qualquer ligação à tecnologia, não entendo como consegui um emprego onde a principal função é conectar-se a rede. Realmente não entendo... Voltemos aos jogos, estes do Super Mario (único que consigo chegar a 4° fase), parece fácil, mas para chegar a qualquer fase são necessários muitos obstáculos, pedras, flechas e dragões até que se chegue ao objetivo. Sinto-me feliz em ser melhor na vida que nos jogos, em cada fase um obstáculo maior, uma montanha que vista de baixo parece tocar o céu, dragões cuspindo fogo, ferozes, grandes, atormentadores, visto de baixo parecem gigantes invencíveis, intocáveis... Subir numa montanha dessas, ferir um desses dragões... É FANTÁSTICO! Aquela sensação de “puts, eu sou o cara”.

A vida é assim, um jogo, um sonho, uma vez despertado do sono, o sonho é interrompido, interrompe-se a fase do jogo, volta-se ao estado anterior, luta-se novamente, segue-se o sono, segue-se o jogo, segue-se o sonho, torna-o real.